about me

na vida eu só espero rir das quedas, aprender com os erros, e continuar a acreditar que no final tudo vai dar certo, sempre.

27/08/2010

Kill

Por vezes estamos tão ocupados a querer arranjar desculpas para as nossas acções que nem nos apercebemos do quanto estamos a errar nesse preciso momento. Por vezes estamos tão ocupados a preencher a nossa cabeça com injúrias contra os outros para nos metalizarmos que nós é que somos as vitimas e eles os assassinos, que nem nos apercebemos do quanto ainda estamos matar, assim mesmo nós nos podemos qualificar. Não em nivel material, mas sim de um todo complemento sentimental. E é nessas atitudes de crianças mimadas que nos apercebemos do quanto somos humanos e que o assim vamos ser para toda a vida. Existem os nossos momentos, onde a faca do outro derramou o nosso sangue. E ainda bem que existem pessoas que não se preocupam em limpar a faca mas sim a encarar a nossa morte com o corpo firme. Mas também existem aquelas outras pessoas que, em vez de ligarem para o 112 e dizerem ' acabei de matar uma das pessoas mais importantes da minha vida ' acabam por guardar a faca e dizem que não foram elas, mas sim um autêntico suicídio da nossa parte. Penso que todo nós nos apercebemos do que eu própria falo quando me atrevo a escever a palavra 'matar '. Não é uma morte em que a nossa pele sangra até acabar por completo, ou que o pescoço se parte com duas simples mãos que, neste caso não se podem dizer de um humano. Falo sim de uma morte sucessiva,que nem sempre se consegue superar. A morte do coração, por cada facada que as pessoas que amamos nos pregam. E o coração vai sangrando e sangrando, até não restar nenhuma pinga de amor, de carinho, de afecto, de felicidade. Acho que, por isso, as pessoas não sabem perdoar. Porque com tanta facada, cada pequeno movimento faz-nos lembrar a razão porque sofremos.
Acho que, por isso, somos todos tão humanos. Tão estúpidamente humanos.

verdades da vida

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