about me

na vida eu só espero rir das quedas, aprender com os erros, e continuar a acreditar que no final tudo vai dar certo, sempre.

06/09/2010

meio cheio, meio vazio.

Eu sei que vivemos num mundo ao contrário. Todas as ruas que pisamos estão viradas do avesso, tais como os sentimentos das pessoas com mentes vazias que nem sequer sabem interpretar um sorriso. Julgam-se donas da razão, quando na verdade deveriam ter a consciência mais limpa. Mas a verdade é que ninguém disse que vivíamos no império da racionalidade. Ela foge-nos quando se trata de sentimentos. Até nós fugimos, à socapa, daquilo que mais tememos. O desconhecido e as mudanças que fazem parte, ou deveriam fazer, tornam-nos vulneráveis. Não sabemos aceitar os pontos finais que as histórias contêm. E depois disso, sentimo-nos desamparados. Às vezes as pessoas perdem-se, de múltiplas maneiras que nem conseguimos imaginar. Mais uma vez, não somos capazes de ser razoáveis e muito menos de relativizar. Corremos atrás de quem foge de nós, e isso é falta de amor próprio. Magoamo-nos conscientemente, sem nos preocuparmos com o futuro que temos nas mãos. O desamparo chega, assim, pela derrocada das certezas. Por vezes, prolonga-se e dói, mói, recusa-se a ir embora. Outras, pelo contrário, acordamos com uma boa disposição tão contagiante que até acabamos por preencher outras vidas desamparadas, imprecisas, meio vazias

verdades da vida

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