about me

na vida eu só espero rir das quedas, aprender com os erros, e continuar a acreditar que no final tudo vai dar certo, sempre.

02/03/2011

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Vivo o hoje, porque o amanhã está muito longe e eu tenho receio de o ver chegar. No fim do dia, encontraremos sempre uma maneira de pôr um ponto final em mais um dos dias que passaram. Só assim conseguimos arrumar as vírgulas que ficaram pelo caminho. Se pelo menos fosse possível riscar os destinos previamente escritos e reinventar as personagens que moldam a história da nossa vida, se fosse possível e não doesse tanto, conseguiríamos viver em paz por um dia e esquecer todos os dias de guerra em que os combates fracassaram. A vitória pertence aos que não se renderam a sinopses baratas da sua história. Também eu quero ler a minha até ao fim, sem pausas nem recuos, muito menos avanços apressados. Não a resumo, prefiro antes contá-la resumidamente a quem me encontrar. A quem me quiser encontrar e perder-se comigo. Estes sentimentos de plástico estragam-me, consomem a pessoa que eu não fui por falta de tempo. Não sei como se ama sem amar, não posso encontrar o gosto àquilo que preservo por necessidade, não vejo motivos de sinceridade num mar de falsidade. Nunca soube fingir, mas ensaio as minhas atitudes até ao mais ínfimo pormenor, e as peças que nunca chegam a ser realizadas têm um brilho peculiar. Não sei fingir, nunca soube e não quero estar a tempo de aprender, mas nunca estarei demasiado ocupada para ensinar a dar esquecendo a esperança de uma retribuição. Esperar, eu sei fazê-lo sem o desassossego da alma. Amar, também sei conjugar esse verbo. Eu amo, tu amas (?), ele ama (?). E tantos pontos de interrogação vagueiam nas frases soltas. Mas esperar e amar foi algo que aprendi a fazer. Esperei de mim mais do que pensei ser possível, e amei mais do que estava ao meu alcance.

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